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December 26 QUARTA-FEIRA DE CINZAS - © Ethel MUNIZSexta-feira Zé Tadinho
Desceu o morro
Para jogar baralho Segunda-feira Não foi trabalhar Estava jogando maralho... A molecada gritava : - Zé Tadinho tá na mão dos homens. Ele irá confessar ? - O que porra, eu não sei do que vocês tão falando!... - Sabe sim, confessa!!! - O quê ?... Bamm, plaft, toc, pimba... - Ai, ai, ai! Confessar o quê, porra...? - Respeite a autoridade, seu malcriado! Toma, toma, toma, toma, toma, toma, toma, toma e toma... Racharam a cabeça dele ao meio, uma banda caiu para o lado sul e outra para o lado norte. Arrancaram uma perna na altura da rótula-joelhar, electrocutaram o seu pau com ovo e tudo, deram o braço esquerdo para o cachorro policial e o antibraço para o delegado perguntador. Tiraram os miolos da cabeça rachada e jogaram na mesa do juiz de plantão. Puxaram os olhos dele com os dedos indicadores e o gato da delegacia comeu como se fossem ostras frescas. Que delicia ser animal de estimação de quartel . Zé Tadinho sentado num tamborete descançava uma perna que restava. - E agora vai confessar? Zé Tadinho esparramado por todos os lados do país. Pensava em se revoltar. Um pedaço da bôca dele que estava grudada na parede mandou os perguntadores, com uma voz meia fanhosa : - Vão se arrombar cambadas de fardados... Pimba, pimba, bam, bam! - Respeite a autoridade bôca filha da puta! O pedaço da bôca levou uma cacêtada. Se espatifou em pequeninos pedacinhos De ossinhos e dentinhos quebradinhos. - Vai confessar agora, vagabundo? Um dos braços de Zé Tadinho que estava pendurado na bôca do cachorro policial deu um sôco na cara dos homens. - Respeite a autoridade, pedaço de braço agressivo. Pam, pimba, pimba, pum, pum. E o pedaço de braço foi massacrado ou melhor... Metralhado. - Vai confessar agora, vagabundo? Era um cénario tipico de investigação. Os direitos dos homens misturados com tripas, estômago, intestino grosso, intestino fino, fígado, ríns, coração, bófe, orelha, lingua, miolos, olhos, dedos dos pés, dedos das mãos, coxas, palavras, pensamentos e tudo que se pode desconjuntar de um torturado... Mais em todo cénario típico, há sempre um homen bom e esse homem bom varreu com uma vassora nova aqueles restos de liberdades trituradas. O cachorro e o gato da delegacia brigaram a noite toda por causa de uma tripinha que havia escapada da vassora do homem-bom. Zé Tadinho jurou : - Se Deus quiser, Continuarei fantasiado De quarta-feira de cinzas...
© Ethel MUNIZ November 03 PALABRES - Peintres et Poètes« PALABRES » de Peintres et Poètes L’Atelier MUNIZ ouvre ses portes le 1er décembre 2007 pour présenter Peintres et Poètes sur le thème « PALABRES ». GUERRA E PAZ! © Ethel MUNIZ
I Guerra, A separação erguida Como uma fenda Nos olhos ! Curral de gentes De ambos os lados mansos-ferozes ! A síntese de várias vergonhas ! Tamanha ousadia humana ! Prisão perpetuada por nós ignóbeis Transformados em deuses parasitas ! Paz, Ferida menina operada Rasgada ao meio !... No centro do peito Coração destroçado! Mãe dividida! Nos olhos os cortes das baionetas ! -Silêncio asmático !... Paz... Violada taradamente Condenada – atormentada !... Guerra... Teu muro o nosso muro, Teus arames assassinos Nossos absurdos, Teus rios e lagos Nossas lágrimas jogadas, Teus pés minados Nossos calos feridos !
II Paz... Menina golpeada, Tua dor permanece Entravada nas veias e nervos Das recordações Do dia em que fostes Traída !!! As cabeças Que violaram teus direitos Que abortaram teu mêdo Que trucidaram tua dignidade Que infincaram baionetas no teu colo Que permitiram teu retalho E que venderam-te aos teus carniceiros Teu corpo esquartejado... São cabeças Que servem somente Para os pensamentos cancerosos Como caras de verdugos... Paz... Grite, grite seu grito Até que expulces do teu ventre Estes parasitas-zumbis!... III Um corre pro seu lado Corpo se espatifa no chão Boca se enche de ar Desgraçado se vê no espelho Pátria uma religião Cidadão uma mentira General perdição Partido a corda do enforcador Estado um ser esfaqueador! Coração dolorido Paz em feridas Suspiro!... Suspiro no leito Teu corpo silêncioso... Como te amo! Corpos Bocas Desgraçados Pátrias Cidadões Partidos Corações Paz! Como tu és quente e explosiva... Mata-me entre tuas coxas E afoga-me Na unidade do teu gozo De Mulher...
O povo admite A análise das armas Entre a ânsia dos amores Correspondentes aos dentes Da poesia ou ficção escritas... Imaginem imagens outrora No patamar do poder O presidente presidenciando O coito da pátria Com o poder desvairado... O povo admite O aprendizado Eivado de defeitos No bico das armas Viradas pro próprio peito!... O povo admite Revolução da victória ? -Sim! Victória da revolução ? -Não! Apelo do povo... Panfleto de soldados! -Sublevar!!! Provocar o desmoronamento Das chamas massacrantes! Reino do poder! Eliminação física Da repressão! Exterminados As doutrinas e rótulos Ressureição do povo!!! -Hi, hi, hi,... rio assim!
V Virar as bandeiras. Balbuciar a pátria Destroçada Pelos reis amargos! Cruzar os braços Lubrificar as armas Com água salgada dos olhos! Enferrujar Os dedos dos HOMENS Morrer E não chorar depois! Apagar O povo de um apago Ou quantos apagos necessários forem! Um dia, Mundo policiado Civis já não há, A victória derrotada do povo! Prostitutas do apocalipse... EU, Continuarei sobre a cama Bebendo o suco do teu ventre Me lambuzando De delicias eternas Embriagando-me do teu cheiro E reinando Dos teus abraços e braços De MULHER... Amada minha. Paz e guerra! Te ofereço Tolstoï! -Guerra e paz... Um copo de vinho... Fuzil-fucinho!!! -Tolstoï! August 28 "NOITARUGIF Peintures de Poésièmes" d'Ethel MUNIZ
Soirée privée Lancement du Livre d'Art "NOITARUGIF Peintures de Poésièmes"
de l'artiste peintre et poète Ethel MUNIZ, avec Lecture et Exposition de ses dernières oeuvres... Invité chez Mr et Mme Danielle et Christophe LELAIDIER à CARNON Plage - MONTPELLIER - FRANCE le samedi 22 septembre 2007 à 19 heures. (voir album NOITARUGIF) July 02 POESIEMES XXXVIA CELLE QUI SE RECONNUT ET QUI SE LUT
Fiez-vous A ces amours Ornées de papier-peint Tâtées au vent Fiez-vous Aux costumes et aux gants Entièrement tachetés D’un éclat de rire Fiez-vous Aux disciples amoureux Fiez-vous Aux pages blanches Rouges parfois Que lisent ces femmes poudrées Aux yeux des chérubins Fiez-vous Aux abeilles laborieuses Qui savourent Le miel de l’oubli
Adieu frelons impuissants J’aime une vandale J’aime une femme J’aime une page imprimée J’aime les amours imprévues J’aime la grande folie J’aime les vagues de ton nombril Qui se perdent dans le bruit De la marchande de jouissance J’aime ton bruit Ton cri de porcelaine En couleurs De tes yeux fermés De la fragilité écornée De ton nouveau rire Quand tu dors Sur les ombres Délicieuses D’un corps-lit…
© Ethel MUNIZ - MMVII June 27 POESIEME XXXVA celle qui se lira... I Prairies entourées De tableaux ivres De souvenirs riants De couleurs flottantes De femmes en fanfares De beautés dorées De guerres de poèmes Et les insolences Bavardent avec leur roy La pensée bordée d’arbres Poésie profonde D’une foule inconnue… Et mon amour rétabli On peut être Homme et poète Femme politesse Des baisers et des époques Visite-moi Dans un air pur Garde-moi Comme un métal Précieux… Des campagnes.
II
La foudre Au cœur de la neige Dépose noblement Sur ton visage Souriant Le goût de sucre Qui sucre… Seule dans la chambre Oubliée… Ce sphinx Aux entrailles du désert Jaune ocre De dunes déchues… Femme délicatesse Douce et heureuse Dans un coin de ta bouche Des baisers en coulisses Fouille-moi Tes secrets-souvenirs D’un vase étrusque.
© Ethel MUNIZ MMVII
June 22 POESIEME XXXIV
A celle qui se reconnaîtra...
Ne pleurez pas En habits de fête Cette position superbe Dérobée à quelqu’une Du soir… Cette femme est belle !!! Cette danse Si loin… L’amour A la fois élégante et parfumée Son corps se balance Mais rien ne se presse Même pas les lèvres De la fécondité !!! Toute la soirée En ciel bleu-laqué Le soir même Les larmes roulèrent Dans tes yeux Dans ta bouche Dans tes seins A voix basse : Je t’aime… Incognito Et cette femme : Mon valet A la une du noble Femme des beaux arts Des lèvres de vertu Des désirs… ambigus Mélange de poèmes Des yeux noirs Et des mélodies Ne pleurez pas En habits de soie. Ma moitié dessinée En couleurs inventées Des rêves vantés…
Ethel MUNIZ MMVII May 04 GALERIES EN LIGNEGALERIES EN LIGNE :
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